August 2009 - Edition 3
Head
Quadro de ConteÚdo

INTRODUÇÃO

Bem-vindo a SinergiA

OPINIÃO

Mecanismo REDD: Algumas Reflexões: Juan Carlos Romero

PROJETOS

Determinação Preliminar de Serviços Ambientais no Pântano Dique los Quiroga, Província De Santiago Del Estero, Argentina: Sarmiento, Dezzeo, Silva

Projeto Agroambiente vislumbra o aumento da oferta de serviços ambientais em paisagens agrícolas da Amazônia: Joice Ferreira

Ajudando os Povos Suruí do Brasil a restaurarem partes de suas terras ancestrais por meio de reflorestamento e REDD – Redução de Emissões do Desflorestamento e da Degradação Florestal: Andrea Garzón

Manejo Sustentável de Recursos Florestais com Utilização de Estruturas de REDD na Região de Proteção da Floresta Amazônica de Alto Nangaritza do Equador: Luis Fernando Jara

FERRAMENTAS

Pagamentos por serviços ambientais: avaliando trocas e efetividade de custos na conservação da biodiversidade na Área de Conservação Osa, Costa Rica: Barton y Rusch

PUBLICAÇÕES

O Estado dos Mercados Voluntários de Carbono 2009: Ecosystem Marketplace and New Carbon Finance

PSA Pro - Bem Estar: Maria Bendana

Grande REDD: Rhett Butler

PUBLICAÇÕES (CONT.)

Relatório – Incentivos para Manter Serviços de Ecossistema s Florestais: Bond et. al

Direitos de Propriedade em REDD: Ponto de Partida ou Reflexão Tardia?: Cotula e Mayers

Estruturas Institucionais Legais para Pagamentos por Serviços de Ecossistêmicos: Análise de Oito Países - Organização dos Estados Americanos: OEA

Pagamentos por Serviços Hídricos: Os Diálogos no Centro de Bellagio : Asquith y Wunder

OPORTUNIDADES

Curso Internacional: Adaptação a Mudança Climática – O papel dos Serviços Ecossistêmicos

Assessor Técnico para Carbono Florestal: Incubadora Katoomba de Serviços Ecossistêmicos

Edital: Artigos para o Próximo Boletim sobre PSA do Mountain Forum

EVENTOS PASSADOS

II Congresso Mundial de Ecossistemas Montanhosos: Junho

EVENTOS FUTUROS

Congresso Florestal Mundial XIII: Outubro

Mercados de Carbono em México e América Central: Outubro

Congresso Mundial de Terras Silvestres: Novembro

Assembléia RedLAC: Novembro

SOBRE AS REDES

Quem Somos

CONTEÚDO

INTRODUÇÃO

Prezados leitores,

 

Com grande satisfação encaminhamos-lhes a terceira edição de SinergiA, boletim técnico sobre serviços ambientais para paises ibero-americanos. Graças a inclusão de novos parceiros no consorcio de redes que produzem o boletim, como o Grupo Katoomba e a Rede de Aprendizagem sobre Compensação por Serviços Ambientais (RACSA), o SinergiA tem uma nova cara e atinge um maior público em três idiomas.

Esta edição de SinergiA dedica-se a questão de co-benefícios no debate sobre a Redução de Emissões do Desflorestamento e da Degradação Florestal (REDD), tema cada vez mais relevante na busca de um modelo viável para a inclusão de florestas num acordo pós-2012 nas negociações internacionais sobre a mitigação da mudança climática (UNFCCC). Sem dúvida, REDD deve contribuir para reduzir emissões, porém, vai ser possível reduzir as emissões de forma sustentável sem considerar outros serviços ambientais das florestas e as necessidades locais das populações que os habitam?

Se não uma resposta, este SinergiA traz opiniões, ferramentas, projetos, publicações e eventos relacionados a questão, dos quais esperamos que possam ser úteis no seu trabalho cotidiano. Como sempre, agradecemos seus comentários e sugestões para melhor atender este principal objetivo do boletim.

Atenciosamente,

 

Equipe de SinergiA

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OPINIÃO

MECANISMO REDD: ALGUMAS REFLEXÕES

Juan Carlos Romero

Coordinador Nacional - ECUADOR

PROGRAMA REGIONAL ECOBONA PARA LA

GESTIÓN SOCIAL DE ECOSISTEMAS FORESTALES ANDINOS (GS-EFA)

Intercooperation

jromero[at]intercooperation.org.ec

 

Na última década o financiamento global para a conservação e manejo de recursos naturais – e em geral para temas ambientais - diminuiu. Não obstante, os desafios e custos da preservação são maiores. Por outro lado, as condições políticas e sociais altamente dinâmicas intensificam o intercâmbio global, criando a necessidade de novos enfoques e mecanismos que permitam contribuir para o paradigma do Desenvolvimento Sustentável. Assim, muitas iniciativas pró e contra o atual modelo de desenvolvimento se propuseram a favor do ambiente e dos usuários/beneficiários locais dos recursos naturais renováveis.

Uma dessas iniciativas desembocou no mecanismo REDD, o mesmo que está visto como uma possibilidade efetiva de que o mercado contribua para a redução de emissões pelo desmatamento em países em desenvolvimento. O mecanismo foi desenvolvido sob liderança de iniciativas empresariais privadas e de ONGs, mas começa a interessar a governos e instituições da cooperação. Assim, contrasta com as iniciativas globais “oficiais” de financiamento da conservação, que no marco das Nações Unidas fomentam o protagonismo de setores oficiais nacionais e da cooperação oficial, principalmente.

Sob estes antecedentes, é preciso considerar que a liderança privada em REDD implica forçosamente a guia dos critérios da economia financeira “neoclássica” – a responsável indicada por suportar o questionado e debilitado modelo financeiro global. Em conseqüência poderia surgir desconfiança a respeito de um mecanismo financeiro que poderia, tal como já aconteceu, privilegiar-se a si mesmo (os portadores de bônus ou de certificados de redução de emissões), antes que a seus beneficiários (os bosques, as comunidades locais ou os países).

A palavra “poderia” expressa claramente que, no momento, não existe desconfiança senão, ao contrário, expectativa, muitas vezes aumentada e muitas vezes inocente.

Tal expectativa tem feito com que em todo lado se identifiquem possíveis projetos REDD com o ânimo de captar o financiamento para a conservação, sem considerar de forma evidente, como conseguir que tal financiamento na prática alcance uma real contribuição ao desenvolvimento local ou nacional e administre ou reduza as causas diretas ou indiretas do desmatamento. Esse “como” supõe custos e externalidades que encarecem a conservação e, portanto incrementam o financiamento necessário, no fim um “projeto REDD responsável”, ou seja que realmente contribui para o desenvolvimento sustentável, que distribui benefícios equitativamente e contribui à redução de pressões, resulta caro, então pouco atrativo para os investidores capitalistas.

De qualquer maneira, o mecanismo REDD representa sim uma janela de financiamento que não pode ser desperdiçada, que deve ser fomentada e que deve entrar na agenda dos governos. Esta última condição deverá estar refletida em formas de incentivo à distribuição eqüitativa de benefícios, mecanismos financeiros flexíveis de apoio à melhora dos modelos agro-produtivos e formulação, aplicação e administração de normativa que permita a conservação de pântanos e florestas.

A pergunta final é, os investidores estão dispostos a considerar estes pontos em seu envolvimento financeiro no mecanismo REDD?

 

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DETERMINAÇÃO PRELIMINAR DE SERVIÇOS AMBIENTAIS NO PÂntano DIQUE LOS QUIROGA, PROVÍNCIA DE SANTIAGO DEL ESTERO, ARGENTINA

Miguel Sarmiento: Coordenador do Projeto, Facultad de Ciencias Forestales Universidad Nacional de Santiago del Estero, Argentina migui[at]nse.edu.ar

Ruth Dezzeo Salas: Estagiaria . Facultad de Ciencias Forestales y Ambientales, Universidad de los Andes Merida, Venezuela

Carolina Silva Leon: Estagiaria . Facultad de Ciencias Forestales y Ambientales , Universidad de los Andes Merida, Venezuela

 

A ‘Universidad Nacional de Santiago del Estero (UNSE), Argentina , está desenvolvendo um projeto tendo como objetivo determinar preliminarmente os potenciais serviços ambientais presentes em escala local ou regional nas áreas de influência do pântano do ‘Dique Los Quiroga’, na Província de Santiago del Estero. A base das informações coletadas, pretende-se inclu ir essas áreas em um estudo de viabilidade para a implementação de um esquema de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) na zona.

O projeto denominado “Prospecção de serviços ecossistêmicos e valoração da biodiversidade ictiológica no pântano “Dique de los Quiroga”: propostas para sua incorporação na gestão sustentável da bacia Salí-Dulce” está sendo realizado no âmbito da Faculdade de Ciências Florestais (FCF) da Universidad Nacional de Santiago del Estero (UNSE), Argentina e conta com o apoio de estagiários Venezuelanos cursando Engenharia Florestal da Faculdade de Ciências Florestais e Ambientais da Universidad de Los Andes em Mérida, Venezuela. Os objetivos principais incluem:

1. Prospectar os serviços ecossistêmicos gerados pelo pântano Dique Los Quiroga

2. Identificar e descrever a biodiversidade ictiológica associada ao pântano Dique Los Quiroga e valorizá-la como recurso natural para as sociedades locais

3. Propor alinhamentos para incorporar os serviços ecossistêmicos do pântano Dique Los Quiroga e o valor de sua biodiversidade, na gestão sustentável da bacia Salí-Dulce

4. Gerar conhecimento científico, resgatar o conhecimento local e difundi-lo na sociedade

O pântano "Dique Los Quiroga" está localizado a 15 km a noroeste da cidade capital de Santiago del Estero e La Banda, as que em conjunto, perfazem o núcleo urbano mais importante da província com aproximadamente 326.000 habitantes. Esta proximidade o transforma em um dos principais lugares de atração turística e recreativa para os habitantes destas cidades, particularmente durante a época de estio.

O Dique Los Quiroga foi inaugurado em novembro de 1951, e tem como função principal derivar a água do rio Dulce para abastecer uma importante rede de canais de irrigação para a produção agropecuária e consumo humano no interior de Santiago del Estero.

A biodiversidade ictiológica associada ao pântano Dique Los Quiroga, representa um grande atrativo recreativo e turístico local assim como também uma importante fonte de alimentação para as comunidades situadas na beira do Rio Dulce como é o caso da comunidade de Los Quiroga e outras localidades próximas.

O projeto está financiado pela Secretaria de Ciência e Técnica da UNSE para um período de dois anos; de 01 de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2010. Como uma primeira fase, os estagiários implementaram uma metodologia a base de entrevistas com o propósito de arrecadar informação de caráter geral. Para determinar os aspectos sociais e econômicos, se realizaram pesquisas aos moradores da comunidade de Los Quiroga e a alguns pescadores e visitantes na zona de estudo. Depois, a informação foi analisada estatisticamente para transformar as informações qualitativas de forma quantitativa. A mesma gerou resultados que determinaram parâmetros valorativos tanto do ponto de vista ambiental como econômico dos recursos estudados, os quais se analisaram de forma preliminar.

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Projeto Agroambiente vislumbra o aumento da oferta de serviÇos ambientais em paisagens agrÍcolas da AmazÔnia

Joice Ferreira

Agronomista, Embrapa Amazônia Oriental, Brasil

joice[at]cpatu.embrapa.br

 

Enquanto os serviços ambientais da Amazônia são reconhecidos em todo o mundo, áreas de floresta continuam a ser convertidas em pastagens e cultivos agrícolas. Contribuir para conservar ecossistemas nativos em paisagens agrícolas e manter o máximo possível dos serviços ambientais em agro-ecossistemas é o foco do Projeto Agroambiente desenvolvido e financiado por maior parte pela Embrapa (Empresa Brasileira de pesquisa Agropecuária), com apoio financeira do INCT (Instituto Nacional De Ciencia e Tecnologia) e atuação das instituições parceiras durante um período de dois anos (entre 2009-2011).


Dentre os serviços ambientais avaliados no Projeto, incluem-se a manutenção de habitats naturais e da biodiversidade, prevenção da degradação ambiental, regulação da qualidade e quantidade de água, manutenção da polinização, seqüestro de carbono e redução nas emissões de gases de efeito estufa. Até o momento, não há conhecimento integrado, particularmente quantitativo, do grau em que as atividades de produção agrícola mantêm estes serviços ambientais. Considerando a importância desta informação, inclusive para mecanismos justos de recompensa por serviços ambientais, é que a equipe do Projeto Agroambiente desenvolve suas pesquisas.

Os estudos são realizados na Amazônia brasileira, especificamente, na região sob influência das rodovias Cuiabá-Santarém (BR-163) e Transamazônica (BR-230). A área corresponde a uma fronteira agrícola em expansão, onde os serviços ambientais da floresta estão fortemente ameaçados. As relações socioeconômicas envolvidas na oferta de serviços ambientais são investigadas para diferentes categorias produtivas que coexistem na região - agricultura familiar, agricultura empresarial de grãos, pecuária extensiva. Os padrões de fragmentação e degradação florestal, identificados a partir de imagens de satélite, são relacionados às dinâmicas socioeconômicas e aos tipos de uso da terra e manejo agrícola.


Os serviços ambientais são mensurados individualmente no campo. Cenários de adicionalidade de serviços ambientais serão elaborados e possíveis mecanismos de pagamento por serviços ambientais serão investigados. Os dados serão integrados por meio de modelos. O balanço entre a produtividade agrícola e a oferta de serviços ambientais será determinado, indicando o nível de multifuncionalidade dos principais agro-ecossistemas na Amazônia. O Projeto Agroambiente vislumbra o aumento da oferta de serviços ambientais em paisagens agrícolas da Amazônia, reduzindo a pobreza e melhorando a qualidade de vida de suas comunidades rurais.

Para mais informações contatar Joice Ferreira, Agronoma, Embrapa Amazônia Oriental, Brasil - joice[at]cpatu.embrapa.br


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AJUDANDO OS POVOS SURUÍ DO BRASIL A RESTAURAREM PARTES DE SUAS TERRAS ANCESTRAIS POR MEIO DE REFLORESTAMENTO E REDD – REDUÇÃO DE EMISSÕES DO DESFLORESTAMENTO E DA DEGRADAÇÃO FLORESTAL

Andrea Garzón, EcoDecisión

andrea[at]ecodecision.com.ec

 

Desde final de 2007, Forest Trends e o Grupo Katoomba vêm trabalhando com os povos indígenas Suruí, sob a égide da Incubadora Katoomba de Ecossistemas, no sentido de canalizar o financiamento de carbono como meio de promover a conservação da biodiversidade e de direitos indígenas através de iniciativas como REDD e Reflorestamento.

Os povos indígenas Suruí estão representados por uma população de somente cerca de 1.000 integrantes da tribo, enquanto seu território cubra uma área total de 248.000 hectares dentro do estado brasileiro de Rondônia, a oeste. Até registros históricos recentes, há cerca de 40 anos atrás que antecederam seu contato com o mundo exterior, seu território estava virtualmente intacto. Todavia, o desenvolvimento econômico incentivado pelo governo federal nos anos ’80 abriu o caminho para construção de estradas, extração de madeira e para a expansão agrícola, promovendo drástico desmatamento e degradação de recursos na área e causando devastação à sua população. Embora a lei brasileira não mais permita tais atividades, o desmatamento continua ocorrendo, colocando assim em risco suas sobrevivência e tradições culturais.

Desta forma, o projeto “Suruí: Financiamento de Carbono e a Proteção das Florestas dos Povos Indígenas na Amazônia” pretende combinar tanto o desmatamento evitado quanto o reflorestamento a fim de gerar oportunidades alternativas de sobrevivência e de preservar a cultura Suruí através do seqüestro e/ou não emissão de algo em torno de 3 milhões de toneladas de Carbono (ao longo de um período de 20 anos) e do plantio de espécies nativas em uma área abrangendo 500 hectares. O desenvolvimento do projeto é composto de quatro atividades principais, das quais todas (com exceção das análises jurídicas para REDD) estão atualmente em curso:

1. Trabalho de projeto técnico, incluindo mapeamento da vegetação, modelagem da linha de base e análise do estoque de carbono

2. Análises jurídicas para o reflorestamento e para REDD

3. Processo amplo de discussões ao nível da comunidade e planejamento participativo

4. Avaliações de base quanto ao aspecto social e da biodiversidade,a fim de se enquadrar aos padrões CCB (Clima, Comunidade, Biodiversidade)

Os Documentos de Desenho do Projeto (DDP) estão agendados para serem elaborados até agosto de 2009, com validação até março de 2010. A informação de retorno sobre este projeto piloto tem sido bem recebida, captando a atenção da Fundação Nacional do Índio do Brasil (FUNAI) e da Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), entre outras, as quais esperam pôr em prática projetos semelhantes.

Os povos Suruí contam também com assistência da Equipe de Preservação da Amazônia – Brasil (ACT-Brasil), da Associação de Defesa Etno-Ambiental (KANINDE), do Instituto para Preservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (IDESAM) e da Associação Metareilá dos Povos Indígenas Suruí (Gamebey).

Para detalhes adicionais relacionados com este projeto ou outras Iniciativas Incubadoras, queira visitar o site: Incubadora de Serviços Ambientais Katoomba

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MANEJO SUSTENTÁVEL DE RECURSOS FLORESTAIS COM UTILIZAÇÃO DE ESTRUTURAS DE REDD NA REGIÃO DE PROTEÇÃO DA FLORESTA AMAZÔNICA DE ALTO NANGARITZA DO EQUADOR

Luis Fernando Jara

luisjara[a]profafor.com

 

Em 15 de abril de 2009, o PROFAFOR S A (Programa de Desmatamento com Vista para a América do Sul) lançou um projeto para incorporar mecanismos de REDD - Redução de Emissões do Desflorestamento e da Degradação Florestal às atividades de manejo florestal sustentável na área da Amazônia Equatoriana de Proteção do Alto Nangaritza, na Província de Zamora Chinchipe, comunidade de Shuar Shaime.

O projeto “Manejo Sustentável de Recursos Florestais com Utilização de Estruturas de REDD na Comunidade de Shuar Shaime” será implementado ao longo de um período de 12 meses, até abril de 2010, tendo como seu objetivo o Desenho de Desenvolvimento do Projeto (PDD) seguindo normas Voluntárias de Carbono (NVC) e de CCB (Clima, Comunidade, Biodiversidade) através do uso sustentável da floresta. Ao promover a extração legal da madeira, práticas agrícolas e agro-florestais melhoradas e reflorestamento do território Shuar Shaime, pretende o projeto contribuir positivamente ao desenvolvimento da região e promover a preservação ambiental, seqüestro de carbono e de oportunidades ampliadas para os povos locais, incluindo-se:

1. Melhoria da qualidade de vida para seus beneficiários através da criação de incentivos

2. Redução na extração ilegal e comercialização de madeira

3. Diminuição da pressão sobre os recursos florestais adicionalmente a uma fonte alternativa de receita para as populações locais através da legalização da extração da madeira

4. Benefícios econômicos provenientes de melhorias nas práticas agrícolas e atividades agro-florestais, reforço na capacitação de técnicos locais e segurança nos ajustes sobre a propriedade

Coordenado pelo PROFAFOR S A, o projeto apóia-se em diversas organizações governamentais e não-governamentais, incluindo o Centro Shuar Shaime; as Associações de Shuar, GTayunts, Nankais, Uwents, Pangui, Tundayme e Takara; FEPNASH-ZCH (A Federação Provincial de Nativos de Shuar de Zamora Chinchipe); a Administração Municipal de Nangaritza; e o governo Provincial de Zamora Chinchipe.

A metodologia do projeto conta com a ajuda de especialistas locais e externos. Até o presente, têm sido mantidas várias reuniões e discussões com públicos interessados contando com o apoio da FEPNASH-ZCH, numa tentativa de integrar socialmente o conceito de REDD e estabelecer melhores práticas para as estrutura de REDD na região. A expectativa é de se chegar a um acordo até julho a fim de que se possa começar a implementar atividades adentrando na segunda fase. Tais atividades incluem a identificação de participantes locais e delimitação de área; definição do estoque atual de carbono na região; desenvolvimento de modelos de cenário de desmatamento histórico e futuro; avaliação de riscos potenciais e vazamento associados com o projeto; definição de aspectos socioeconômicos e ambientais relacionados com o desmatamento e degradação florestal na região; desenho de um modelo financeiro e identificação de aspectos legais incluindo questões de posse de terra presentes na região.

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FERRAMENTAS

PAGAMENTOS POR SERVIÇOS AMBIENTAIS: AVALIANDO TRADEOFFS E EFETIVIDADE DE CUSTOS NA CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NA ÁREA PROTEGIDA OSA, COSTA RICA

David N. Barton e Graciela Rusch, Instituto Noruego de Pesquisa da Natureza (NINA). ( david.barton[at]nina.no , graciela.rusch[at]nina.no)

 

Resumo: O custo-efetividade de pagamentos por serviços ambientais (PSA) destinado a proprietários privados na Área Protegida Osa (ACOSA), Costa Rica, foi avaliado através do tradeoff (escolha entre objetivos conflitantes) entre a representação da biodiversidade e os custos de oportunidade da conservação para a agricultura e o aproveitamento florestal. Usando dados disponíveis de sistemas de informação geográfica (SIG) em um software chamado TARGET, descobrimos que os critérios para a atribuição de PSA do período 2002-2003 foram duas vezes mais custo-efetivos que os critérios usados durante 1999-2001. Entre os períodos as autoridades mudaram seus critérios para atribuição de PSA, dando entre outros, mais prioridade a corredores biológicos. Demonstra-se como o custo-efetividade de PSA versus outras categorias de uso da terra pode ser analisado mediante dados SIG e dados florestais e agrícolas existentes. Porém, há uma série de limitações tanto de informação quanto conceituais na análise de custo-efetividade usando o algoritmo ‘heurístico’ de TARGET. Para usar TARGET para a priorização custo-efetivo de propriedades individuais, se requer de probabilidades de mudanças de uso da terra, e dados detalhados sobre os custos de oportunidade de não somente o uso da terra, senão também do uso de mão de obra e capital. Apesar da solidez conceitual de ‘biodiversidade complementar’ para a análise regional da conservação, o conceito de complementaridade representa um desafio prático como critério para atribuição de PSA a nível de propriedade. O valor complementar de uma unidade de terra varia segundo o conjunto de áreas, e suas características, já representados dentro do sistema de reservas e o programa PSA. O valor complementar – o co-benefício biodiversidade - poderia variar para uma dada propriedade, de ano para ano dependendo das características de áreas que se vão incorporando ao sistema de reservas, de PSA, assim como a mudança de uso da terra. Portanto, a consideração do co-benefício “conservação de biodiversidade ” de REDD é mais factível como critério de priorização a nível regional - com metas de conservação a médio e longo prazo - do , que a nível de propriedade.

Introdução

Um dos objetivos do estudo original (Barton et al. 2009) era avaliar o algoritmo TARGET (Faith and Walker, 1995) como ferramenta para a análise de custo-efetividade da distribuição de pagamentos por serviços ambientais (PSA), especificamente em termos da conservação da biodiversidade. O estudo se realizou na Área Protegida Osa (ACOSA) em Costa Rica entre 2001-2004. Escolhemos esta área porque era a única região no momento de iniciar o estudo com uma classificação geográfica completa de ecossistemas (Kappelle et al., 2003), e por ser uma das áreas com maior registro de espécies pelo Instituto Nacional de Biodiversidade (INBio). Também é uma zona que representa as diferentes categorias de proteção de Costa Rica – a paisagem de estratégias mistas de uso da terra na qual os PSA se devem inserir.

Economistas e biólogos desenvolveram modelos de ‘seleção de locais de proteção’ (“reserve site selection models”), comparando a efetividade de proteção em termos de indicadores biológicos com o custo de oportunidade para diferentes usos da terra. O tipo de modelo selecionado depende geralmente de:

1) os dados biológicos disponíveis,

2) o número de espécies ou características ecológicas, e

3) o número de locais sob avaliação

Estudos prévios se agrupam mais ou menos em (i) modelos com mais detalhe das probabilidades de persistência de espécies em função de paisagens, usando relativamente poucas espécies e em relativamente poucos locais, ou (ii) modelos da representação de biodiversidade em muitos sítios locais usando indicadores simples ‘vicários’ de biodiversidade (« surrogate biodiversity indicators »). O número simultâneo de dimensões ( locais, espécies) continua sendo um limitador, mas o crescimento constante do poder de computação está superando as limitações sobre o número de locais ou das espécies sob análise. Estudos mais recentes avaliaram em detalhe a probabilidade de persistência de múltiplas espécies (mas em poucos locais), e com alta resolução geográfica / muitos locais (mas em poucas espécies). Estes últimos estudos avaliando muitas espécies ou locais tendem a usar algoritmos heurísticos que avaliam a área de estudo célula por célula, ao invés da programação linear que busca uma solução ótima através de todos os locais simultaneamente (« constrained linear optimization »). Os algoritmos heurísticos podem selecionar soluções que não são globalmente ótimas, mas estudos comparando as duas técnicas concluíram que representam uma boa aproximação para uma seleção custo-efetiva de locais para proteção.

Neste estudo usamos o algoritmo heurístico de TARGET, com um indicador ‘vicário’ de biodiversidade, avaliado sobre um número grande de locais alternativos. Usamos TARGET para identificar a seleção custo-efetiva de locais – chamado a ‘curva de possibilidades de produção’ por economistas - e comparamos esta seleção com a atribuição de PSA através de um período de 5 anos

O Algoritmo TARGET e ‘Biodiversidade Complementar

TARGET é um módulo do conjunto de software chamado DIVERSITY (Faith and Walker, 1995), e parte da caixa de ferramentas desenvolvido originalmente pelo projeto BioRap para um plano de conservação nacional em Papua-Nova Guiné (Faith and Walker, 1996a,b ; Faith et al. 2001). Selecionou-se este software para o estudo por ser um programa disponível, seu uso de um algoritmo para indicadores ‘vicários’ de biodiversidade, e sua capacidade como algoritmo heurístico para avaliar um grande número de locais alternativos. Estes são requisitos para estudos de priorização a nível regional ou nacional.

Fundamental em TARGET é a análise da ‘biodiversidade complementar’ (« biodiversity complementarity »). Um indicador de biodiversidade complementar mede a contribuição de um local atualmente não protegido em termos de características não representadas atualmente dentro de áreas protegidas existentes (Margules and Pressey 2000). Qualquer indicador de contribuição marginal para a representação da biodiversidade é um indicador de complementaridade. Neste sentido um indicador de ‘biodiversidade complementar’ tem uma interpretação ‘econômica’, pondo ênfase no valor da diversidade de características, mais que em abundância ou persistência de espécies (Baumgärtner , 2007). A vantagem desta interpretação é sua flexibilidade em usar dados de diversidade disponíveis que representam – ou são ‘vicários’ para – biodiversidade de espécies.

A área de estudo se divide em polígonos ou células – locais alternativos na avaliação de políticas de conservação - a e cada lugar se descreve com suas características ou ‘atributos’ (Figura 1). Frequentemente, amostragens disponíveis de espécies não são representativas da área sob estudo. Então os atributos podem ser biótipos, tipos de hábitat, tipos de vegetação além de presença/ausência de espécies. O critério para usar informação disponível é que tenha uma cobertura total da área de estudo, e uma justificação de por que o atributo é ‘vicário’ ou representativo da diversidade de espécies.

Em ACOSA usamos variáveis ambientais que determinam a distribuição de espécies florestais, incluindo 20 tipos de clima, 16 tipos de formação geológicas, 4 tipos de solo, 6 tipos de paisagem (« land-form »), 9 tipos de elevação, e espelhos de água. A partir destes atributos construímos um total de 684 atributos únicos para caracterizar a área. De 178 espécies endêmicas mostradas em ACOSA, se considerou que 59 espécies de plantas vasculares tinham a informação de amostragem suficiente para considerá-las endêmicas verdadeiras da área de estudo (suficientes para descrever presença/ausência em cada lugar). Com sua incorporação tínhamos um indicador de biodiversidade ‘ vicário’ de 743 atributos no total.

Para a análise TARGET precisamos de outros dados da área de estudo e a especificação de algumas suposições. Figura 2 representa uma esquematização dos dados e o algoritmo TARGET. Os dados da área de estudo necessários são:

• custos de oportunidade da conservação (sem especificar estes dados, a análise se limita a avaliar a efetividade de diferentes locais em representar características complementarias)

• atributos ‘vicários’ de biodiversidade

• áreas já atribuídas à proteção e excluídas da análise

Também precisamos das seguintes suposições:

• a denominação de um objetivo de representação de atributos de biodiversidade (por ex. locais candidatos para PSA devem representar X% das áreas que contêm um dado atributo)

• determinar probabilidades de persistência dos locais selecionados. A princípio, o custo-efetividade de qualquer designação de terra para proteção absoluta ou parcial se pode comparar com uma curva de locais com efetividade de custos. Na prática a análise se limita pelas suposições sobre a efetividade de diferentes tipos de manejo, incluindo os PSA. Neste estudo assumimos que a efetividade de PSA era comparável com parques nacionais (ou seja, risco de desmatamento zero).

• Fixar o peso relativo da relação entre biodiversidade / custos de oportunidade (« trade-off weight« ) β . Em TARGET se faz várias análises sob diferentes ponderações ) do coeficiente β para produzir varias curvas custo-efetivas (« trade-off curves«) para a paisagem analisada. Para cada análise individual se produz um mapa de curvas. Se β for alto, os custos de oportunidade são importantes os mais baratos são selecionados. Neste caso é possível que não se possa cumprir com a meta de representação de biodiversidade. Se β for baixo, os custos de oportunidade pesam menos na seleção de lugares, e TARGET seleciona lugares relativamente caros para ‘cumprir’ com o objetivo de representação de atributos (Figura 3).

Custos de Oportunidade

Calculou-se os custos de oportunidade se para agricultura e aproveitamento florestal usando estatísticas históricas sobre retornos líquidos por tipos de uso de solo e tipo de floresta, respectivamente. Extrapolou se os retornos líquidos por tipos de capacidade de uso do solo na agricultura e por tipos florestais no aproveitamento florestal a toda a área de estudo (Figura 4-5). Em áreas florestais presumiu-se aproveitamento e conversão para uso agrícola em um ano somente e destinação ao uso agrícola ideal para seu tipo de uso do solo. Esta suposição permite acrescentar os retornos líquidos florestais e agrícolas em um indicador de custo de oportunidade através da área de estudo, mas superestima o nível dos custos de oportunidade. Há uma série de outras razões do por quê os custos de oportunidade tendem a ser exagerados em estudos de seleção de reservas (Barton et al. 2009). Portanto, temos que interpretar os custos totais de lugares selecionados com muito cuidado, por exemplo, ter cuidado em orçar o custo total de PSA simplesmente acrescentando os custos de oportunidade por lugar. Porém, o indicador de custos de oportunidade sempre é útil para a comparação do custo-efetividade em termos relativos, já que os vieses se aplicam a cada local na análise.

Utilidade de TARGET para Priorização de PSA

Usamos a curva custo-efetiva de locais como ponto de comparação com dois períodos distintos de designação de PSA na Área Protegida Osa. O primeiro período de 1999-2001 se caracterizou por uma designação a proprietários sem maiores critérios de priorização geográfica. No segundo período sob análise de 2002-2003 as autoridades haviam especificado em maior detalhe os critérios dando, entre outros, priorização a PSA em corredores biológicos designados (Figura 6). A análise demonstra que os PSA designados no segundo período 2002-2003 representam mais atributos complementares à diversidade já representada dentro de áreas protegidas estaduais (Figura 7).

Estudos recentes em Costa Rica demonstraram que o esquema de PSA foi mais efetivo na regeneração florestal de áreas agrícolas abandonadas, que na proteção de florestas (Sierra e Russman 2006 ; Arriagado 2008; Robalino et al. 2008). É importante ressaltar que a definição do indicador de biodiversidade ‘vicário’, em função dos seus atributos incorporados, é determinante do tipo de lugares que o algoritmo TARGET seleciona. Em um extremo, o uso de somente características ambientais significará que TARGET seleciona tanto áreas florestais quanto áreas agrícolas com alta complementaridade ambiental e de interesse para regeneração. Quanto mais se incluem características do tipo de cobertura florestal e espécies florestais endêmicas, mais a efetividade se define em termos de conservação de floresta em pé.

No debate de critérios de atribuição de recursos financeiros para REDD, se supõe que muito da conservação de florestas por REDD será inerentemente bom para conservação da biodiversidade (Angelsen et al. 2008). O argumento parece intuitivo ao nível agregado, mas uma análise com TARGET também revela que as áreas com atributos complementares de biodiversidade não se encontram necessariamente em zonas de alto risco de desmatamento. Enquanto estas áreas são de altos retornos alternativos na agricultura, tanto o critério de custos de oportunidade, quanto de biodiversidade complementar (e outros co-benefícios), podem vir em defesa da proteção de lugares interiores e distantes da fronteira agrícola.

Mostrar Bibliografia

 

 

Figura 1: Para a análise de target os polígonos de características biofísicas e presença de espécies foram convertidos em células com atributos do indicador ’vicário’ de biodiversidade. Cada célula na análise media 1 km^2 (Fonte : Barton et al. 2003)

 

 

Figura 2: Esquema do algoritmo de TARGET (Barton et al. 2009)

 

 

Figura 3: Curva ‘trade-off’ entre cumprimento de objetivos de proteção de biodiversidade e custo de oportunidade para usos da terra ( Fonte : Barton et al., 2004). Em linguagem econômica a curva trade - off’ também se denomina ‘curva de possibilidades de produção’ de uma paisagem. As possibilidades de produção da paisagem dependem do peso relativo (β) entre representação da biodiversidade e retorno de usos alternativos da terra. Também depende da efetividade da proteção (« protection probability »).

Restrições de uso da terra como parques nacionais ou PSA, podem ser avaliadas em comparação com a ) com a curva de possibilidades de produção. O peso relativo ( β ) pode se interpretar como uma valoração econômica indireta do objetivo de conservação da biodiversidade.

 

 

Figura 4: Estimativa de custos de oportunidade da conservação para a agricultura baseado em dados históricos de retorno agrícola de diferentes capacidades de uso do solo. (Fonte : Barton et al. 2003)

 

 

Figura 5: Estimativa de custos de oportunidade florestal da conservação baseado em retornos históricos do aproveitamento florestal por tipo de bosque. (Fonte : Barton et al. 2003)


 

Figura 6: Pagamentos por serviços ambientais (PSA) na Área Protegida Osa 1999-2003 (Fonte : FONAFIFO em Barton et al. 2009)

 

 

Figura 7: Custo-efetividade de PSA atribuídos entre 1999-2001 e 2002-2003 em comparação com a curva de áreas mais custo-efetivas selecionadas pelo algoritmo TARGET (« no constraints »). A comparação de custo-efetividade se faz através dos pontos com o mesmo peso de trade-off β , entre biodiversidade complementar e custos de oportunidade. O ponto representando os sítio locais dentro de ‘parques nacionais (PN) & PSA 2002-2003’ é mais custo-efetivo que lugares representados por ‘parques nacionais (PN) & PSA 1999-2001’ porque se encontra mais perto da curva de locais custo-efetivos. Fonte : Barton et al. 2009.

Ler mais:

Este artigo está baseado em :

Barton, D.N., D. Faith, G. Rusch, H. Acevedo, L. Paniagua, M.Castro (2009), Environmental service payments: Evaluating biodiversity conservation trade-offs and cost efficiency in the Osa Conservation Area, Costa Rica, Journal of Environmental Management 90, pp 901-911

Para entrar em contato com os autores do programa TARGET: http://australianmuseum.net.au/staff/dan-faith

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PUBLICAÇÕES

O Estado dos Mercados VoluntÁrios de Carbono 2009

Ecosystem Marketplace and New Carbon Finance

maio 2009

Este terceiro relatório anual, publicado por Ecosystem Marketplace e New Carbon Finance, se baseia na informação das transações compiladas de 150 organizações, pessoas físicas e bolsas vendendo créditos de carbono a compradores voluntários. Em 2008, o volume total de transações na América Latina foi de 2.2 Mt CO2 eq. no valor de US$ 15.53 milhões, aproximadamente o mesmo volume do ano 2007 com a maioria dos créditos originados no Brasil e no México. Créditos de investimentos em energias renováveis (biomassa (energia renovável) e hidroenergia), reflorestamento e aflorestamento dominaram o mercado, porém, projetos de hidroenergia (energia renovável) brasileiros de substituição de combustíveis fosseis também representaram uma contribuição significante. Muitos créditos brasileiros originaram de REDD e de substituição de combustíveis fosseis. Brasil e Ecuador foram os únicos paises latinos alimentando os mercados voluntários de carbono com créditos REDD em 2008.

Ler em inglês: State of the Voluntary Carbon Markets 2009: Executive Summary

Ler em espanhol: El Estado de los Mercados Voluntarios de Carbono 2009: Resumen Ejecutivo

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PSA Pro-Bem Estar

Maria Bendana, Ecosystem Marketplace

julho 2009

Este artigo extrai lições da elaboração de pagamentos financiados por governos nacionais para estruturas de serviços de ecossistemas (PES) em cenários de países em desenvolvimento, a fim de compreender quais fatores mais provavelmente proporcionem condições de participação aos atores mais pobres ou pequenos posseiro na qualidade de prestadores de serviços ambientais. Busca compreender sob que condições funciona o PES como instrumento de redistribuição de renda ou promoção social para a maior quantidade possível de grupos de interesse em desvantagem, adicionalmente aos objetivos de fornecimento de serviços de ecossistemas (SE). Se ou não a participação resulta em efetivos impactos líquidos positivos depende de uma avaliação mais rigorosa do impacto social dos benefícios de PES menos os custos da provisão dos SE. Contudo, isto fica fora do escopo deste estudo. Este trabalho está focado em quatro esquemas de PES Hídricos principalmente mas apresenta recomendações de políticas para estabelecimento de metas, remoção de barreiras e redução de custos de transação para influenciar a elaboração de esquemas PES com benefícios para provedores de serviços com baixa renda. Finalmente, este trabalho relaciona os fundos multilaterais para o financiamento dessas recomendações assim como sugere a integração de sistemas PES ao nível nacional com as iniciativas de Redução de Emissões do Desflorestamento e da Degradação Florestal (REDD) emergentes ao nível nacional devido ao potencial de financiamento por mercados voluntários e não-volntarios de redução de gases causadores do efeito-estufa.

Ler em inglês: http://ecosystemmarketplace.com/pages/article.news.php?component_id=6917&component_version_id=10498&language_id=12

Ler em espanhol: http://www.forestcarbonportal.com/article.php?item=839

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GRANDE REDD

Rhett Butler

Revista Mensal de Washington [Washington Monthly]

julho/ agosto 2009

 

Rhett Butler documenta a batalha de 40 anos da tribo Suruí para preservar suas florestas na Amazônia brasileira e apresenta um resumo do empenho da tribo para medir e acessar o CO5 armazenado em suas florestas através da Redução de Emissões do Desflorestamento e da Degradação Florestal. Ao diminuindo as emissões de GHG, os Suruí têm como objetivo levar as empresas e governos do mundo desenvolvido a pagarem pela preservação de suas terras. Esses fundos serão alocados para um sistema de monitoramento certificado, escolas e clínicas de saúde, reflorestamento e indústria sustentável. Butler então esboça as idéias e conceitos que servem como fundamento aos projetos REDD. Ela descreve tendências novas, diretrizes e controvérsias em torno da ferramenta de preservação da floresta com base no mercado. Seus argumentos conclusivos estão assim delineados: “REDD é o único mecanismo existente que promete tornar a preservação das florestas vivas mais lucrativa do que derruba-las – e somente realizando aquele feito podemos ter a esperança de conter a onda de desmatamento. Dito de outra forma, apesar de suas falhas, a REDD pode ser nossa última e melhor esperança de poupar as florestas tropicais, que são tão essenciais para a saúde futura de nosso planeta.”

Ler em inglês: http://www.washingtonmonthly.com/features/2009/0907.butler.html

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RELATÓRIO – INCENTIVOS PARA MANTER SERVIÇOS DE ECOSSISTEMA S FLORESTAIS

Ivan Bond, Maryanne Grieg-Gran, Sheila Wertz-Kanounnikoff, Peter Hazlewood, Sven Wunder, Arild Angelsen

International Institute for Environmental Development

maio 2009

 

Este relatório é o resultado de um estudo conjunto realizado pelo IIED, CIFOR e WRI e encomendado pelo governo norueguês, o qual pretende rever o potencial relativo a pagamentos por Redução de Emissões do Desflorestamento e da Degradação Florestal (REDD) através de um enfoque em aspectos nacionais e sub-nacionais de atividades de REDD e no papel dos programas de pagamentos baseados em desempenho por serviços de ecossistema (PES) em países em vias de desenvolvimento. Fazendo uma revisão da literatura e de 13 estudos de caso de PES abrangendo 4 regiões, os autores concluem que os programas de PES podem ser um mecanismo eficaz de REDD, embora o grau de sua eficácia e métodos de adoção variem dependendo da região e da estrutura geral de gestão nacional e de florestas. Pode ser encontrada uma série de conclusões e recomendações detalhadas no relatório completo.

http://www.iied.org/pubs/display.php?o=13555IIED&n=2&I=17&k=REDD

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DIREITOS DE PROPRIEDADE EM REDD : PONTO DE PARTIDA OU REFLEXÃO TARDIA?

Lorenzo Cotula and James Mayers

International Institute for Environmnetal Development

maio 2009

 

Está no âmago do debate internacional sobre REDD a questão do benefício local e o desafio de se criar instituições nacionais que assegurem alocação eqüitativa de recursos aos povos d as florestas. Como componente chave na distribuição de custos, riscos e benefícios ao nível nacional, a posse dos recursos tem-se tornado um assunto crítico em discussões e estratégias internacionais sobre REDD. Este trabalho avalia contextos diversos e sistemas de regulamentação da posse de sete nações de florestas tropicais com relação a acesso e uso dos recursos. São identificados, descritos e analisados regimes de posse; e os desafios referentes à implementação sustentável de REDD são especificamente observados. Os autores apresentam um conjunto de recomendações sobre políticas de ação para se formar capacidades institucionais locais. Conclui-se que, se for para o REDD se constituir em uma ferramenta de desenvolvimento ambientalmente sustentável e socialmente eqüitativa, a posse segura dos recursos e direitos de propriedade ou de uso exclusivo devem ser ponto de partida.

http://www.iied.org/pubs/display.php?n=1&1=17&k=REDD

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ESTRUTURAS INSTITUCIONAIS LEGAIS PARA PAGAMENTOS POR SERVIÇOS DE ECOSSISTÊMICOS: ANÁLISE DE OITO PAÍSES - ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS

Organização dos Estados Americanos (OEA)

julho 2009

A Organização dos Estados Americanos (OEA) lançou um relatório analisando as instituições e experiências de PES na República Dominicana, Bolívia, Chile, Costa Rica, Colômbia, Equador, Panamá e Peru. O livro examina tendências, lições e experiências que foram desenvolvidas na região, bem como a contribuição de estruturas legais, de instituições e da economia no sentido de facilitar a efetivação de Pagamentos por Serviços Ecossistêmicos.

http://www.redlac.org/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=83&Itemid=180&lang=en&limit=14&date=2009-06-01

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PAGAMENTOS POR SERVIÇOS HÍDRICOS: OS DIÁLOGOS NO CENTRO DE BELLAGIO

Nigel Asquith and Sven Wunder

fevereiro 2009

Em 2007, 24 pessoas provenientes de 13 países reuniram-se no Centro Bellagio da Fundação Rockfeller, na Itália, para discutir lições aprendidas de recentes experiências globais em sistemas de pagamentos por serviços ambientais (PSA). O objetivo do encontro em Bellagio foi refletir sobre a melhor forma de aproveitar o conhecimento e as experiências de seus participantes na melhoria de processos de manejo de recursos hídricos. O resultado foi a publicação "Pagamentos por Serviços Ambientais: Os Diálogos do Centro de Bellagio", disponível em Inglês e Espanhol. O foco das conversações foi a série de problemas em sistemas de PSA ainda não solucionados, discutidas por todo o mundo, e outras questões consideradas importantes pelos participantes, mas que não fazem parte da agenda global no momento. Os principais temas discutidos incluem o papel das leis e das políticas públicas, o nível de pesquisa necessária, custos de transação, maneiras de estimular a provisão de serviços pagos, redução da pobreza, o equilíbrio entre o que é justo e o que é eficiente, e as diferentes escalas dos esquemas de PSA.

Ler: http://www.paramo.org/portal/files/recursos/The_Bellagio_Conversations_FINAL_2.pdf

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Oportunidades

CURSO INTERNACIONAL: ADAPTAÇAO AL CAMBIO MUDANÇA CLIMÁTICA O PAPEL DOS SERVIÇOS ECOSSISTÉMICOS

CATIE – Sede Central – Turrialba, Costa Rica

www.catie.ac.cr

9-13 novembro

Curso Internacional voltado a profissionais de administração, visa a apresentar as bases teóricas e práticas sobre a adaptação à mudança climática e o papel dos serviços ecossistêmicos na adaptação ao mesmo. Bolsas de estudo disponíveis.

Para mais informações visite: http://www.catie.ac.cr/BancoMedios/Documentos%20PDF/capacita_adaptacion2009.pdf

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ASSESSOR TÉCNICO PARA CARBONO FLORESTAL: INCUBADORA KATOOMBA DE SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS

Localização: Em qualquer local, com razoável sobreposição de tempo com Quito, Washington e Londres

Data de Fechamento: 15 de agosto de 2009

Encarregado de fornecer desenvolvimento de capacitação e suporte técnico aos parceiros e projetos na América Latina e África. As atividades principais incluem: programação e participação em eventos e oficinas de desenvolvimento de capacitação, desenvolvimento de ferramentas e modelos para implementação de projeto de carbono de floresta e suporte técnico direto a projetos específicos de carbono de floresta (e outros serviços de ecossistema) no portfólio da incubadora.

Para mais informações: http://www.katoombagroup.org/documents/announcements/senior_technical_specialist_incubator.pdf

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Edital: Artigos para o prÓximo boletim sobre PSA do Mountain Forum

Data de Fechamento: 14 de septembro de 2009

O Mountain Forum, sediado pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado de Montanhas (ICIMOD siglas em inglês), dedicará a próxima edição (Dezembro) do seu boletim bianual ao tema de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) em ecossistemas de montanhas. O Fórum convida artigos sobre aspectos gerais de PSA nesses ecossistemas inclusive servicios hídricos y de bacias hidrográficas, seqüestro de carbono, conservação da biodiversidade, agricultura (ex. polinização, e dispersão de sementes) e eco-turismo além de estudos de caso de iniciativas e projetos relacionados em montanhas. De interesse especial são experiências de implementação de PSA e projetos de pesquisa e valoração de serviços ecossistêmicos. Convida-se artigos com 1000 – 1200 palavras até o prazo do 14 de Setembro.

Para mais informação visite: http://mtnforum.org/rs/mfnews.cfm?newsid=53

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EVENTOS PASSADOS

II Congresso Mundial de Ecossistemas Montanhosos

21-27 de Junho de 2009-07-20 Universidad Técnica Particular de Loja

Loja, no Equador

Aproximadamente 1000 pessoas compareceram para posicionar o ecossistema montanhoso como um ecossistema estratégico no âmbito internacional, nacional e local; e promover a definição de compromissos e estratégias de ação conjuntas para sua conservação e uso sustentável. O resultado foi o intercâmbio de informação e conhecimentos, a discussão e estabelecimento de conclusões e recomendações através de conferências magistrais, apresentações, painéis de discussão e oficinas de trabalho sobre vários temas relacionados ao uso e conservação do ecossistema montanhoso.

Atalho do evento: http://www.paramo.org/paramundi/

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Eventos futuros

CONGRESSO FLORESTAL MUNDIAL XIII: OUTUBRO

18-23 de outubro de 2009

Buenos Aires, Argentina

http://www.wfc2009.org/

O Congresso Mundial Florestal oferece uma oportunidade de apresentar uma visão geral do estado das florestas e da silvicultura a fim de discernir tendências, adaptar políticas e fomentar conscientização entre tomadores de decisão e responsáveis por políticas, o público e outros grupos de interesse. Serão sete temas, dentre os quais haverá pelo menos cinco sessões sobre desmatamento, REDD e NTFP/PES.

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MERCADOS DE CARBONO EM MÉXICO E AMÉRICA CENTRAL: OUTUBRO

6-7 de outubro de 2009

Cidade de México, México

http://www2.greenpowerconferences.co.uk/v8-12/Prospectus/Index.php?sEventCode=CM0907MX

 

A conferência e a exposição inaugural sobre Mercados de Carbono México e América Central reunirão atores-chaves da região – com enfoque particular em México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Caribe – com especialistas da indústria global. Este evento é uma nova adição a Série sobre Mercados de Carbono, a qual está agora em seu 5º ano e tem tido a participação de mais de 2.000 profissionais da área de sustentabilidade e continuará a fornecer uma plataforma excelente para novos anfitriões do projeto aprenderem sobre os desenvolvimentos mais recentes do mercado e entabular negócios com compradores de CER. Back to top


Congresso Mundial de Terras Silvestres

6-13 de novembro de 2009

Mérida, México

http://www.wild9.org/01_ESP/01_00_Inicio.php

Foro público internacional sobre temas ambientais em sua primeira visita à América Latina. No dia 10 de novembro será abordado o tema de mecanismos financeiros para proteção das terras silvestres e da biodiversidade, incluindo-se uma sessão sobre os PSA.

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assemblÉia Redlac

9- 12 novembro de 2009

Santa Marta, Colômbia

RedLAC Assembléia

As Conferências de RedLAC ocorrem a cada ano em um país diferente onde existem fundos membros e são uma oportunidade para o intercâmbio de experiências e para debate de novos desafios e tendências entre os fundos ambientais, instituições financeiras, empresas e outros atores destacados em conservação. A décima primeira conferência discutirá como valorizar os serviços ambientais e porque isso é importante para a conservação da biodiversidade.

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Quien Somos

IA

Iniciativa Amazônica (IA)

O Consórcio Internacional Iniciativa Amazônica para Conservação e Uso Sustentável de Recursos Naturais (IA) foi lançado em outubro de 2004, em sintonia com o marco político da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), com o objetivo de elaborar e implementar programas colaborativos que identifiquem e promovam sistemas sustentáveis de uso da terra na Amazônia. Os membros fundadores da IA são seis institutos de pesquisa agrícola dos países amazônicos, quatro centros do Grupo Consultivo para a Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), através de seu programa Procitrópicos. A IA promove e executa atividades de capacitação, assessoramento e, principalmente, pesquisa. Em 2008, a IA lançou seu programa Eco-regional (PER-IA), que tem o desafio de contribuir para melhorar os meios de vida no campo e conservar os ecossistemas amazônicos através da pesquisa para o desenvolvimento. Atualmente o escritório de coordenação da IA se localiza no centro Amazônia Oriental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA).

http://www.iamazonica.org.br/

RISAS

A Rede de Interessados em Serviços Ambientais – RISAS

A Rede de Interessados em Serviços Ambientais – RISAS – foi instituída no ano de 2005, com a participação de várias organizações e profissionais interessados em promover uma plataforma de reflexão e análise sobre os mecanismos de financiamento para a proteção e recuperação de serviços ambientais. RISAS é uma rede aberta, tem base em Quito, Ecuador e seu raio de ação abranja toda a Região Andina. A Rede utiliza diferentes ferramentas, como reuniões, e-mails, oficinas, seu pággina web (www.redrisas.org) e este boletim, para apoiar o aprendizado e diálogo sobre temas e experiências atuais relacionados aos mecanismos de financiamento da conservação e recuperação dos serviços ambientais.

http://www.redrisas.org/quienes.php

Grupo Katoomba

Uma iniciativa da Forest Trends, o Grupo Katoomba é uma rede global de profissionais que trabalha para promover o uso e melhorar a capacidade de desenvolvimento de sistemas de pagamento por prestação de serviços ambientais. Desde 1999, o Grupo Katoomba enfrenta desafios de desenvolvimento de mercados de serviços ecossistêmicos, tais como a criação de estruturas de mercado e o refinamento de métodos para o desenho bem-sucedido de projetos. O Grupo Katoomba tem organizado 15 congressos a nível global e dezenas de oficinas de capacitação e, além disso, produziu publicações e ferramentas chaves e apóia o desenvolvimento de esquemas de PES, por exemplo, no âmbito do BioCarbon Fund (Banco Mundial) e o Fundo Mexicano de PSA. Katoomba contribuiu a discussões sobre políticas publicas envolvendo incentivos de conservação em paises como China, Brasil, Índia e Colômbia  e, em 2005, lançou o site Ecosystem Marketplace , uma das principais fontes de informação sobre mercados ambientais.  Em 2006, o Katoomba Tropical América (iniciativa regional) foi criado para fortalecer capacidades na área de PSA e outras transações de serviços ecossistêmicos na América Latina.

http://www.katoombagroup.org/

RACSA

A Rede de Aprendizado sobre Compensação por Serviços Ambientais (RACSA)

A Rede de Aprendizado sobre Compensação por Serviços Ambientais (RACSA) foi instituída em 2006 com o objetivo de gerar uma plataforma que permita debater os benefícios dos incentivos econômicos como veículo para alcançar objetivos de conservação e melhorar o bem-estar da classe mais pobre na Bolívia. Objetiva ampliar o conhecimento sobre a compensação por serviços ambientais e mudança climática, impulsionando o desenvolvimento de políticas e iniciativas, através da realização de eventos que permitam apresentar experiências práticas e ainda o intercâmbio e divulgação de informações em formato digital e impresso. Os membros da RACSA incluem atores governamentais, não governamentais, privados e da sociedade civil interessados no futuro dos serviços ambientais do país. Para mais informações, pode-se visitar a página da web da Fundação Natura Bolívia, instituição que, presentemente, coordena a RACSA, no endereço http://www.naturabolivia.org./

REDIPASA

REDIPASA

O objetivo da rede consiste em promover colaboração entre pesquisadores de países ibero-americanos relacionados com os sistemas de PSA, manejo de bacias hidrográficas, desenvolvimento rural e políticas de gestão e conservação de recursos naturais. REDIPASA incentiva o inter câmbio de experiências , padronização de critérios e , projetos colaborativos de pesquisa para a melhorar os sistemas de PSA e suas metodologias de aplicação, monitoração . Com isso espera-se dar aos gestores territoriais um instrumento que poderá facilitar o desenvolvimento rural e a sustentabilidade ambiental em numerosas zonas, mediante a compensação por conservação aos habitantes do meio rural, muitas vezes submersos em pobreza. Por último, espera-se elaborar modelos de sistemas de PSA que permitam sua generalização e extensão a outras regiões ibero-americanas.

 

PÉ-DE-IMPRENSA

 

Organização: Jan Börner, Andrea Garzón, Hannah Murray

Realização: Tommie Herbert, Ben Dappen, Meghan Doiron

Tradução: Inglês – Tommie Herbert, Hannah Murray; Espanhol – Stephanie Secomb, Andrea Garzón, Claudia Lechuga, Pablo Martinez de Anguita; Português – Meghan Doiron, Jan Börner

 

IF YOU HAVE QUESTIONS ABOUT SINERGIA PLEASE CONTACT: SinergiA[at]forest-trends.org

 

Foot